Sonho,
Num desespero profundo
De escapar a uma realidade furiosa
Que rouba o mundo.
Luto,
Numa cega guerra
De oponentes primitivos,
Onde inimigos
Agem numa loucura animal.
Sem sentido.
Grito,
Na tentativa frustrada
De fazer tudo do nada.
Derrotar uma força poderosa,
Antepassada do tempo,
Tendo como arma
Uma voz levada pelo vento.
Acredito,
Na lógica de uma ilógica
Insana guerra,
Onde dois mundos imbecis
Se querem fazer ouvir,
Por cima de bombas de informação
E ideologias formatadas,
Infundadas,
De títulos falsos com lógicas fabricadas.
Escondo-me,
Do mundo,
Da sociedade desprovida de paixão
E do medo da solidão.
Refugiu-me na Esperança de uma ideia
Na memória de um sorriso;
De um grito...
Que de euforia me desperta
E me eleva.
Sorrio,
Porque sinto,
Porque vivo,
Porque estou aqui
E posso lutar.
Ser eu.
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