Quando me perguntam
“Estás feliz?”
Respondo automaticamente,
Sem qualquer noção,
Um “sim” inocente
Que por vezes nem toca no coração.
É um reflexo
Nem chega a ter nexo
Pode nem ter um fundo de verdade,
Mas é bem de ouvir,
É quase uma lei da sociedade.
Se disser “sim”
A pessoa pode sorrir e continuar,
Apenas assim,
Como se nada fosse.
Mas se disser “não”
Vem um “que se passa?” fingido.
É pouco e precioso o coração,
Que se preocupa contigo.
Inocência,
Essa é a chave do meu “sim”.
Se não forçar aquele ar fingido
E aquela pergunta,
Que sai num suspiro deprimido,
Sorriu e acredito
Que se tivesse dito “não”
Aquela pessoa iria preocupar-se comigo.
Se preferirem chamar-lhe estupidez,
Insegurança pura,
Aceito e talvez, até me arranquem um “concordo”
Mas sinto-me segura.
O medo da solidão é algo geral,
E é por isso,
Que digo “sim”.
(poema enviado para o concurso Faça Lá um Poema)
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