domingo, 27 de março de 2011

A Lua Iluminou-me

Era noite escura,
Mas a lua brilhava,
À janela do meu quarto
Uma voz doce me chamava.

Levantei-me de rompante,
Da janela vi a lua,
Sai dos teus braços,
Deite um beijo,
Fui para rua.

Na varanda me sentei
E disse em jeito de confidência,
«- Boa noite Lua minha,
Mais uma vez te conto,
Aquilo que me entristece,
Alegrias também,
Mas isso pouco acontece.»

«- Vejo que alegrias,
Chegam elas com amor,
Não são todos os dias,
Que se encontram essa bênção,
Que vem do fundo do coração.»
Dizes tu minha Lua,
Ao te cumprimentar,
Sabes bem aquilo que passo,
E o que tenho medo de passar.

«- Tens razão Lua minha,
Não me posso queixar.
Enquanto Deus me proteger,
Nada me vai magoar,
Não mais do que ver,
Um amigo a sofrer.»

«- Sabes que, nem tudo é tão mau assim.»
Sussurras, sorrindo para mim.

«- Sim, já me contaste
E agradeço por tudo o que me ensinaste.»
Dito isto ofereço-te um sorriso sincero,
Por tudo o que te quero,
Que é só bem.

«- Que fazes aí, fora?»
Perguntas tu que acordaste.
A lua está a ir embora,
E respondo-te com o maior dos sorrisos:
«- A pensar.»
«Obrigado, por estares aqui,
Por não me teres deixado,
Sei que nem sempre te amei,
Mas garanto-te que isso é passado.»

Estupefacta com tais palavras,
Pensei no seu significado,
Abraçaste-me com carinho
E tudo ficou menos complicado.
Tinhas medo,
Pensas-te que te ia deixar,
Que por tu um dia não me teres amado,
Eu podia deixar de te amar.

Olhei os teus olhos,
Tinham sede de amor,
Derramei uma lágrima,
Fiquei com pavor
Ao pensar em como tinhas sofrido,
Sem um ombro amigo
E sem ninguém para te apoiar
Para te dizer que te ia sempre amar,
Embora sem ter a certeza de ser a verdade.

Abracei-te com todo o amor,
Os meus lábios alcançaram os teus,
Bebemos um do outro,
Daquele amor que transbordava,
Naquele momento em que o que para nós era tudo
Passou a ser nada.
A única coisa que eu queria e precisava,
Era dos teus braços envolvidos em mim,
Do teu amor
E da tua protecção.

E foi aí que eu percebi,
Nessa noite em que a Lua me visitou,
E que pela última vez lhe contei uma coisa triste,
Aí tudo mudou,
Senti a tua paixão,
Que foi um bálsamo para o meu coração.

Foi aí,
Que descobri,
Que a vida é o que se sente
E nada me coloca uma opção diferente.

sábado, 12 de março de 2011

Liberdade

Liberdade...
Saberá alguém o seu verdadeiro significado?
Terá alguém reparado,
Que esta palavra resiste
E ainda hoje existe?

Liberdade...
Palavra Sagrada,
Em vários livros usada,
Em poucos de forma amada.

Muitas lágrimas foram derramadas,
Para que esta palavra fosse inventada.
Vária gente partiu com armadas,
E Cristo foi humilhado,
Na cruz pregado,
Para ns salvar do pecado.

Quero ser livre de pensar,
Livre de lutar e escrever,
Sem ter de me justificar.
Poder rir, chorar e amar
Ser livre para voar...

Liberdade...
Palavra da verdade.
Ser livre...
A vontade da humanidade.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Lágrimas de Menina

Menina com lágrimas no rosto,
Normalmente pela mesma razão
Pelo menos é suposto
Tratar-se do coração.

Chora a menina
Sem parar,
Pois a dor que sente
É de arrepiar.

Era tanta a alegria
Que sentia ao amar,
Que quando deu por si
A alegria começou-se a transformar
Nas lágrimas que agora está a chorar.

No seu olhar consegue-se ver,
A imensidão do seu sofrer
Embora a menina saiba que tem de parar
Não quer arriscar,
Ter de voltar a amar.

Mas como isso não se comanda
Nem se consegue evitar
A menina forte tem de ser
Para parar e enfrentar,
A dor que é amar!


quinta-feira, 10 de março de 2011

Surpresa Inesperada

Félix acabava de acordar com o despertador a tocar para as dez horas, quando reparou que não estava no seu quarto, aliás, não estava em nenhuma outra divisão da sua casa. A princípio Félix ficara alarmado pois não se recordava de como fora parar aquele lugar.
«Onde estou?» Pensava enquanto inspeccionava aquele quarto que à primeira vista parecia normal, mas que se o inspeccionássemos detalhadamente percebíamos que apenas o armário, a cama, e o lustre eram reais, o resto eram apenas holograma, talvez para fazerem com que Félix se sentisse mais á vontade naquela divisão.
Félix saiu do quarto a correr procurando os seus pais por toda a parte. Procurou desde a cave até ao bosque passando ainda por todos os andares da casa, incluindo o sótão.
Félix ia agora entrar numa outra divisão que tinha à porta um sinal de stop.
_ Espera! - Gritou uma rapariga que devia ter mais ou menos dezasseis anos e que tinha cabelo preto, olhos azuis e um vestido de cor pérola.
_ Quem és tu? E onde raio é que estou? - Gritou Félix tentando agredir a rapariga.
_ Acalma-te, sou a Alexandra e só te quero ajudar. Acredita que só te quero ver bem.
Félix corou, não sabia porquê mas sentia uma forte atracção por aquela rapariga, embora nunca a tivesse visto antes.
_ Desculpa ter-te atacado. Não sei o que me passou pela cabeça. Podes dizer-me onde estou? Por favor.
_ Estás em Mariti, um mundo mágico. Regressaste ao teu mundo, tal como eu.
_ Espera aí um segundo, eu sou um …
_ Maritiano - Ajudou Alexandra.
_ Acho que se enganaram. Nasci na Terra, não tenho poderes mágicos e os meus pais devem estar super preocupados.
_ Na verdade. Tu tens um poder, controlas a água, tal como eu e todos os outros Maritianos. Só que os teus poderes estão adormecidos.
_ Isso é mentira!!! - Gritou Félix.
_ Não, não é. - Disse um rapaz que aparentava ter 20 anos, era loiro, tinha olhos acinzentados e que apareceu das sombras em apenas segundos, embora dessa a ideia de que estava ali à bastante tempo - A Alexandra está a dizer a verdade. Os teus pais morreram acerca de catorze anos atrás, quando tinhas um ano apenas, deixaram uma carta a dizer que caso lhes acontecesse alguma coisa deveríamos enviar-te a uma família que eles conheciam na Terra, aqueles que tu conheces hoje como pais. A carta mencionava que quando tivesses quinze anos terias de abandonar a Terra e voltar para Mariti, pois já serias capaz de cuidar de ti nessa altura.
_ Não pode ser. - Disse Félix quase a chorar - Mas agora que falas nisso, este Mundo parece-me familiar.
_ É normal, eu também não acreditava até o Francis me contar. Só não percebo uma coisa, eu sinto que te conheço de algum lado, mas não sei de onde. - Disse Alexandra quase a corar.
_ Eu também sinto que te conheço. - Sussurrou Félix pondo as mãos na cabeça.
_ Mas vocês conhecem-se, eram vizinhos um do outro antes dos vossos pais morrerem numa catástrofe. - Esclareceu Francis - Os vossos pais até vos tinham prometido um ao outro.
Os dois coraram, a verdade é que se sentiam profundamente atraídos. Nos meses que se seguiram Félix e Alexandra tentaram adaptar-se aquele novo mundo, estudaram as lendas, as histórias, os Deuses e tudo o que lhes punham à frente e que tivesse a ver com Mariti. Mas não foi só isso que aconteceu, Félix e Alexandra ficaram muito mais que amigos, acabando por se casarem. E assim viveram durante muitos anos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Minha Infância

Minha infância é alegre,
Bonita de muitas cores
E os meus amigos são uns amores.

Minha infância é divertida
Uma parte da minha vida,
Uma parte do meu ser
Que faz parte do meu crescer.

Minha infância,
É glória
E ficará sempre na minha memória.

Tu em mim

Beijos ardentes são os teus
Que me fazem voar aos céus,
Teus abraços são cetim,
Quero-te sempre abraçado a mim.

Teu sedutor olhar,
É de encantar
Esse olhar que à noite me faz sonhar.

Esse teu jeito de ser,
Faz me enlouquecer
Esse teu corpo tão sensual
É abrasador
Que sensação descomunal
Não sei se é amor!

Nos teus olhos consigo ver
Um eterno amanhecer
Teu rosto sorridente
Leva-me eternamente
A onde não me consigo encontrar
Onde só tu consegues comandar!

Sonhos

Os sonhos são coisas doces,
Como os rebuçados,
Como os iogurtes açucarados,
Como um enorme algodão doce!

São coisas bonitas,
Como flores,
Coisas suaves,
Como a seda,
Coisas cintilantes,
Como brilhantes!

Há gente que deixa de sonhar,
Porque não sabem o quanto estão a errar.
Sonhar é uma maravilha,
É como estar numa bela ilha,
Onde reina a fantasia,
Onde podemos cantar,
Dançar,
Gritar,
E tudo sem ninguém se preocupar!

Sonhar é viver,
E é a sonhar que se deve crescer!
Quando se sente no coração,
Um forte bater
Uma coisa sem explicação
Mas que é bom de se ter,
É o amor a querer-se instalar
Para todo o sempre lá ficar!

Mas por que será que apareceu agora?
Terá o amor uma hora?
Será que é mesmo para sempre?
Não poderá ele ir embora?

Perguntas e mais perguntas,
Mas respostas nunca poderão vir a ter
Pois o amor é assim
Um mistério a valer,
Uma coisa que só se começa a conhecer
Quando o conseguem reconhecer!

Reconhecer?
Perguntam vocês admirados.
E eu vou agora esclarecer,
Que o amor tem de se sentir,
Para se poder assumir.
Não é simplesmente referir que o amor já se fez sentir!!!

terça-feira, 8 de março de 2011

A vida,
Um mistério sem solução,
Uma coisa que por vezes é divertida
Mas tem sempre um senão.

Porquê?
Porque é que não pode ser tudo simples e feliz?
Será que temos de sofre,
Para puder viver?

Só sei que vida assim
Não é para mim
Nem pode vir a ser
Pois esta vida é impossível de se viver!

Amor

Essa dor imparável
Que lágrimas me faz derramar,
Coisa imprevisível     
Que não se consegue evitar.

Desejo que invade
Todo o coração
Desejo cobarde
Que nos tranca numa prisão.

Intensa atracção
Difícil de explicar,
Alegria e solidão
Juntos num só pensar.

Neste mar de sentimentos,
Nesta revolta de pensamentos,
Só uma coisa me faz continuar
A certeza de que contigo eu quero estar.

O desgosto se vier,
Vem num mar de sofrer
E por vezes acaba com a razão de viver.

Mas amor é na realidade
Um sentimento de igualdade
Que ao mesmo tempo faz nos sofrer,
Mas também crescer,
Para que mais tarde possamos saber amar
Sem ter alguma coisa a recear.

“ Lágrimas “

Lágrimas pela face
Deslizam livremente,
Talvez por coração partido,
Ou familiar perdido.

Lágrimas de amor
São as que mais doem chorar,
O coração pára de palpitar,
O mundo pára de girar
E só lágrimas deslizam,
Deslizam graciosamente
Sem porto nem abrigo
À espera que um lenço passe para as secar.    

Lágrimas de alegria
As mais fáceis de derramar,
As que nos dão mais prazer de libertar,
As que queremos mostrar
E as que nos ajudam a demonstrar
O nosso sentimento mais puro.

As lágrimas são no fundo
Um meio de comunicação
Simples, discreto,
Mas simpático e directo
Que nos mostra uma nova janela de emoções,
De sonhos e confusões.

Tudo através de gotas de água
Que deslizam bailando pela face dos tristonhos
E pela face dos risonhos,
Mas que nos ajudam a libertar
Por vezes a raiva que em nos habitava,
O ódio que em nós se acomodava
E a alegria que pelo riso já não ficava.    

Lágrimas são no fundo
A esperança,
De uma nova etapa nesta vida
Que por vezes passa numa corrida,
Muitas vezes demasiado rápida para nós.

Incompreensão

Incompreensão...
Sinceramente, por vezes sem razão.
Em alguns casos drivado à paixão...
Paixão...
Meu Deus, porque é que há sempre um se não?
Não posso amar sem sofrer,
É quase impossível ganhar sem perder.
Já não sei...
Já me desorientei.

Choro, mas não alivia
E não posso ignorar, porque assim cresce a agonia.
As amigas confrontão verdades
Tentam mostrar-nos outras realidades
Realidades que podem acontecer
Mas que quem ama quer esquecer...

As lágrimas procuram algo que as faça parar
Encontram-te a ti,
Mas depressa reparam
Que embora já não se veja
Elas deslizam,
Bem no fundo do meu coração que sangra
Por aquilo que pode perder,
E que se perder perderá uma metade de si.
Será possível viver apenas com metade do coração?
Sinto o sopro gélido da solidão,
Ela quer entrar.
Que faço eu?
Se esqueço o amor
Vou sofrer,
Mas sem a amizade
Bem posso dizer adeus à razão de viver.

Problemas e dilemas,
Tanta coisa por resolver.
Já disse que quero chorar
Mas não gosto de o fazer.
Não me vai ajudar
Nem os meus problemas resolver.

Alguém que me acuda...
Preciso de palavras meigas mas sinceras
Preciso de ajuda.

Porquê?
Porquê?

Melhorarei se puder
Mas vão ter de me apoiar
Finalizando com um suspiro este poema
Que está assim a terminar.

terça-feira, 1 de março de 2011

Desabafo de hoje...

Tenho uma vida.... ou talvez não...
Será isto amor, ou será antes uma necessidade do coração? Segui as suas batidas, se fiz bem ou mal isso não sei...
As lágrimas pedem para parar, eu tento mas não consigo... é sufucante, frustrante, não consigo parar, mal consigo respirar....
A cabeça quer explodir, quer que deixe de exixtir... até que chega o BASTA...
O meu BASTA ainda não o descobri, sei apenas que nesse "BASTA", eu posso sorrir sem me preocupar; gritar sem ser de dor;  sonhar.....
Como era bom sonhar sem ter de interromper o sonho de repente....


PORQUÊ??????
Não foi o que sonhei... não sei se alguma vez será...
Agora sei... que nem sempre tudo me sorrirá...